{"id":1032,"date":"2022-05-12T04:00:00","date_gmt":"2022-05-12T04:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/portugalizar.com\/?p=1032"},"modified":"2022-05-12T21:26:05","modified_gmt":"2022-05-12T21:26:05","slug":"great-memory-but-better-amnesia-islam-and-christianity-in-portugal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/portugalizar.com\/pt\/great-memory-but-better-amnesia-islam-and-christianity-in-portugal\/","title":{"rendered":"Grande Mem\u00f3ria mas Melhor Amn\u00e9sia: <br>Islamismo e Cristianismo em Portugal"},"content":{"rendered":"<p><em>Bem-vindo a todos!<\/em>&nbsp;Bem-vindos de volta a todos!<\/p>\n\n\n\n<p>Tendo esbarrado e trope\u00e7ado em mais tesouros em Tavira, estive noutra miss\u00e3o. Talvez se lembre de <strong><a href=\"https:\/\/portugalizar.com\/pt\/world-of-magic-and-mystery\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">poste 4<\/a> <\/strong>que simplesmente passa de bicicleta&nbsp;<em>Igreja de S\u00e3o Roque<\/em>&nbsp;enviou-me para uma ca\u00e7ada. As ru\u00ednas centen\u00e1rias espalhadas por Tavira desafiaram-me a maravilhar-me ainda mais. No final, levaram-me numa busca para compreender a complexa rela\u00e7\u00e3o entre Portugal e a sua hist\u00f3ria mourisca. Este posto termina tamb\u00e9m como uma medita\u00e7\u00e3o sobre mem\u00f3ria e amn\u00e9sia, ou seja, o esquecimento. Venha comigo!<\/p>\n\n\n\n<p>Algures antes, neste blog eu tinha dito que a hist\u00f3ria de Portugal e especialmente das suas regi\u00f5es do sul \u00e9 uma das sucess\u00f5es. H\u00e1 a migra\u00e7\u00e3o. Depois instala-se. Depois a flora\u00e7\u00e3o. E finalmente vem a assimila\u00e7\u00e3o por e para uma nova onda de migrantes. Depois, carrega-se no bot\u00e3o restart.<\/p>\n\n\n\n<p>Os j\u00e1 instalados v\u00eaem frequentemente estes migrantes como invasores ou conquistadores. Por vezes v\u00eam de facto com ex\u00e9rcitos, mas na sua maioria chegam com esperan\u00e7as e sonhos, bem como com novo vigor e novas ideias. Estes podem reacender a cultura local que, de alguma forma, estagnou. Podem infundir criatividade explosiva no terreno f\u00e9rtil que j\u00e1 existe. Poderei usar uma met\u00e1fora para explicar? Eu adoro met\u00e1foras.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Urdidura e trama<\/h2>\n\n\n\n<p>Em meados do s\u00e9culo XVIII, o Marqu\u00eas de Pombal tentou arrastar Portugal para a Revolu\u00e7\u00e3o Industrial com t\u00eaxteis e sem muito sucesso. Os bichos-da-seda estavam todos mortos no espa\u00e7o de dois anos. Os grandes fabricantes de algod\u00e3o e l\u00e3, para alcan\u00e7ar esse mesmo destino, precisaram de 60 anos. No entanto, Pombal legou um legado de tecido a Portugal. Os tecidos de algod\u00e3o e de l\u00e3 de alta qualidade ainda s\u00e3o feitos em Portugal, principalmente para o mercado local. Mas os algod\u00f5es portugueses, em particular os seus flanelas, alcan\u00e7aram um estatuto de luxo nos mercados ocidentais, como os Estados Unidos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"950\" height=\"1066\" data-id=\"1301\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/portugalizar.com\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/AD238C06-8451-4C5D-BF40-38EE5C83E333-scaled.jpeg?resize=950%2C1066&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-1301\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/portugalizar.com\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/AD238C06-8451-4C5D-BF40-38EE5C83E333-scaled.jpeg?w=2281&amp;ssl=1 2281w, https:\/\/i0.wp.com\/portugalizar.com\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/AD238C06-8451-4C5D-BF40-38EE5C83E333-scaled.jpeg?resize=267%2C300&amp;ssl=1 267w, https:\/\/i0.wp.com\/portugalizar.com\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/AD238C06-8451-4C5D-BF40-38EE5C83E333-scaled.jpeg?resize=912%2C1024&amp;ssl=1 912w, https:\/\/i0.wp.com\/portugalizar.com\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/AD238C06-8451-4C5D-BF40-38EE5C83E333-scaled.jpeg?resize=768%2C862&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/portugalizar.com\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/AD238C06-8451-4C5D-BF40-38EE5C83E333-scaled.jpeg?resize=1369%2C1536&amp;ssl=1 1369w, https:\/\/i0.wp.com\/portugalizar.com\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/AD238C06-8451-4C5D-BF40-38EE5C83E333-scaled.jpeg?w=1900&amp;ssl=1 1900w\" sizes=\"(max-width: 950px) 100vw, 950px\" \/><figcaption>Alguns dos t\u00eaxteis de l\u00e3 e algod\u00e3o que recolhemos aqui em Tavira.<\/figcaption><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<p>Estes belos t\u00eaxteis s\u00e3o Portugal e, de facto, todas as comunidades humanas. Eles come\u00e7am com uma base de fios ou fios esticados, a urdidura. A urdidura forma a funda\u00e7\u00e3o e a estrutura do tecido. Outros fios e fios de v\u00e1rias cores e tipos, a trama, tecem por cima e por baixo da urdidura. A trama geralmente, embora nem sempre forme o desenho. Tecidos de padr\u00e3o infinito e resultado de cor. Os fios e os fios, individualmente, s\u00e3o fracos, facilmente quebrados quando puxados ou desenrolados quando torcidos. Os tecidos, contudo, s\u00f3 podem ser cortados com a tesoura mais afiada ou cortados ao sol com faca ou espada.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o preciso de vos derrubar a cabe\u00e7a, dissecando o significado desta met\u00e1fora. O tecido de qualquer cultura ou civiliza\u00e7\u00e3o deriva de uma base, ou da urdidura. A textura e a vibra\u00e7\u00e3o desenvolvem-se \u00e0 medida que a trama de culturas rec\u00e9m-chegadas se tece na urdidura. O tecido - a sua for\u00e7a, beleza, intric\u00e1cia e suntuosidade - deriva do todo. Ou seja, a teia, bem como a trama que \u00e9 acrescentada a cada movimento sucessivo do vaiv\u00e9m.<\/p>\n\n\n\n<p>Agora passemos da met\u00e1fora para alguns, embora n\u00e3o todos, dos factos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A Hist\u00f3ria Pr\u00e9-escrita de Portugal<\/h2>\n\n\n\n<p>O registo arqueol\u00f3gico mostra a presen\u00e7a de humanos antigos em Portugal a partir de h\u00e1 cerca de 400.000 anos. Os primeiros \"portugueses\" foram <em>Homo heidelbergensis<\/em>. Foram os antepassados comuns tanto dos Neandertais como da nossa esp\u00e9cie,&nbsp;<em>H. sapiens<\/em>. E ambas estas esp\u00e9cies humanas fizeram os seus pr\u00f3prios caminhos para Portugal e sobrepuseram-se aqui brevemente. Os Neandertais chegaram dezenas de milhares de anos mais cedo do que n\u00f3s \"modernos\" humanos.<\/p>\n\n\n\n<p>Existem algumas provas do Paleol\u00edtico (h\u00e1 mais de 10.000 anos) e muitas provas do Neol\u00edtico (h\u00e1 10.000 a 4.000 anos) de que os humanos fizeram de Portugal o seu lar permanente. O Neol\u00edtico Portugu\u00eas (um nome errado porque os portugueses n\u00e3o existiriam por mais 5.000 anos), onde muitos dos erectores megal\u00edticos. Estas estruturas de Stonehenge, embora muito mais antigas, s\u00e3o encontradas em todo o pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Mais tarde os residentes do Algarve da Idade do Bronze e do Ferro misturaram-se extensivamente com as culturas mediterr\u00e2nicas. Os Fen\u00edcios, os Cartagineses e os Gregos tinham povoa\u00e7\u00f5es comerciais ao longo da costa. Textos gregos descrevem uma cultura altamente sofisticada e uma estrutura governamental entre os Turdetani. Estes povos n\u00e3o europeus, n\u00e3o celtas, viviam na regi\u00e3o de Tavira. Os celtas chegaram mais tarde da Europa Central. Instalaram-se e fundiram-se com popula\u00e7\u00f5es locais em todo o pa\u00eds como em qualquer outra parte da Europa.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Lusit\u00e2nia romana<\/h2>\n\n\n\n<p>Os romanos chegaram a Portugal em cerca de 330 a.C. O sul de Portugal contempor\u00e2neo pertencia \u00e0 prov\u00edncia romana chamada Lusit\u00e2nia. Foi-lhe dado o nome dos n\u00e3o-celtas que viviam perto de Lisboa. O norte contempor\u00e2neo de Portugal fazia parte da prov\u00edncia de Gallaecia, nome dado ao povo celta que vivia perto de Braga. Muitas das cidades importantes de Portugal j\u00e1 existiam no tempo dos romanos. Estas incluem o Porto, Beja, Santar\u00e9m e Tavira, para al\u00e9m de Lisboa e Braga.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignwide size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" width=\"950\" height=\"713\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/portugalizar.com\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/A-Antiga-Ponte-Romana.jpg?resize=950%2C713&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-977\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/portugalizar.com\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/A-Antiga-Ponte-Romana-scaled.jpg?resize=1024%2C768&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/portugalizar.com\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/A-Antiga-Ponte-Romana-scaled.jpg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/portugalizar.com\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/A-Antiga-Ponte-Romana-scaled.jpg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/portugalizar.com\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/A-Antiga-Ponte-Romana-scaled.jpg?resize=1536%2C1152&amp;ssl=1 1536w, https:\/\/i0.wp.com\/portugalizar.com\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/A-Antiga-Ponte-Romana-scaled.jpg?w=1900&amp;ssl=1 1900w\" sizes=\"(max-width: 950px) 100vw, 950px\" \/><figcaption>\"A Velha Ponte Romana\", 2022<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A \"Ponte Romana\" de Tavira memorializa a presen\u00e7a romana na cidade. Atravessa o Rio Gil\u00e3o e liga as metades oriental e ocidental de Tavira. Os romanos, claro, n\u00e3o constru\u00edram esta ponte em particular. Ela data de finais do s\u00e9culo XVII. Fica perto ou no local onde os romanos tinham constru\u00eddo uma ponte. Os Mouros, contudo, constru\u00edram provavelmente a primeira ponte permanente sobre o rio, neste local. Mas isto seria bem depois do desaparecimento dos romanos.<\/p>\n\n\n\n<p>Curiosamente, desde o s\u00e9culo XVII, Portugal tem vindo a agarrar-se ao seu legado romano. \u00c9 a epopeia nacional,&nbsp;<em>Os Lu\u00edsaids<\/em>, imagina uma linha directa entre a prov\u00edncia de Roma da Lusit\u00e2nia e Portugal ent\u00e3o contempor\u00e2neo. Todos os estudantes do ensino secund\u00e1rio portugueses l\u00eaem o poema de Vaz de Cam\u00f5es, indiscutivelmente grande. Poucos, por outro lado, aprendem muito sobre a rica hist\u00f3ria de Portugal antes da entrada de Roma em cena. Depois h\u00e1 um salto \u00e0 Idade da Descoberta nos s\u00e9culos XV e XVI.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, eu argumentaria que a presen\u00e7a romana em Portugal n\u00e3o era terrivelmente consequencial para o Portugal que iria evoluir. A mem\u00f3ria de Roma torna-se divorciada da realidade; ela \u00e9 comparativamente sobredimensionada. Outros povos deixaram marcas muito maiores no pa\u00eds e no car\u00e1cter do seu povo. A sua mem\u00f3ria permanece enterrada ou, talvez, perdida.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Os Suevos e os Visigodos<\/h2>\n\n\n\n<p>Dois povos germ\u00e2nicos, os Suevos e os Visigodos, chegaram a Portugal como proezas romanas. Originalmente, eles eram aliados dos romanos; os visigodos mais do que os suevos. Mas cada um aproveitou-se da fraqueza romana para criar os seus pr\u00f3prios imp\u00e9rios. Os Suevos tomaram Gallaecia. Os visigodos ganharam a Lusit\u00e2nia e grande parte da Espanha. N\u00e3o houve grande luta a partir de Roma.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignwide size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" width=\"768\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/portugalizar.com\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/among-the-ruins.jpg?resize=768%2C1024&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-978\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/portugalizar.com\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/among-the-ruins-scaled.jpg?resize=768%2C1024&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/portugalizar.com\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/among-the-ruins-scaled.jpg?resize=225%2C300&amp;ssl=1 225w, https:\/\/i0.wp.com\/portugalizar.com\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/among-the-ruins-scaled.jpg?resize=1152%2C1536&amp;ssl=1 1152w, https:\/\/i0.wp.com\/portugalizar.com\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/among-the-ruins-scaled.jpg?w=1920&amp;ssl=1 1920w\" sizes=\"(max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><figcaption>Parte da muralha mourisca do s\u00e9culo XII \u00e0 volta de Tavira.<br>\"Vivemos entre ru\u00ednas\", 2021<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A partir das ru\u00ednas de Roma, os Suevos e os Visigodos constru\u00edram reinos fortes e vibrantes. Restam escassos registos escritos. No entanto, notavelmente, eles criaram as \u00fanicas novas cidades na Europa ap\u00f3s a queda de Roma, at\u00e9 que Carlos Magno apareceu. Deixaram tamb\u00e9m um rico legado de j\u00f3ias, arte e artefactos. Mais importante ainda, os visigodos legaram o seu c\u00f3digo legal; este permaneceu em uso durante s\u00e9culos ap\u00f3s o colapso do seu reino.<\/p>\n\n\n\n<p>Os Suevos e os Visigodos eram crist\u00e3os, bem como pag\u00e3os. As principais fam\u00edlias mantiveram a sua f\u00e9 nativa pag\u00e3. O povo comum entretinha a cristandade. O cristianismo era ariano; a \u00faltima Inquisi\u00e7\u00e3o n\u00e3o teria aprovado este cristianismo nem o paganismo.<\/p>\n\n\n\n<p>Meio mil\u00e9nio mais tarde, a nascente na\u00e7\u00e3o portuguesa fixar-se-ia nestas mem\u00f3rias parciais. Roma e o cristianismo tornar-se-iam a heran\u00e7a de Portugal. Os invasores estrangeiros tinham roubado esta heran\u00e7a. Os portugueses teriam de a recuperar. Devem retomar e reconstruir a Roma crist\u00e3, que n\u00e3o existia. Na realidade, eles criariam uma mem\u00f3ria, uma hist\u00f3ria, baseada no passado mas com pouca liga\u00e7\u00e3o real ao passado.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Califado de Al'Andulus<\/h2>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft size-large is-resized\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/portugalizar.com\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/O-Castelo-Tavira.png?resize=446%2C793&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-979\" width=\"446\" height=\"793\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/portugalizar.com\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/O-Castelo-Tavira.png?resize=576%2C1024&amp;ssl=1 576w, https:\/\/i0.wp.com\/portugalizar.com\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/O-Castelo-Tavira.png?resize=169%2C300&amp;ssl=1 169w, https:\/\/i0.wp.com\/portugalizar.com\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/O-Castelo-Tavira.png?resize=768%2C1366&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/portugalizar.com\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/O-Castelo-Tavira.png?resize=864%2C1536&amp;ssl=1 864w, https:\/\/i0.wp.com\/portugalizar.com\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/O-Castelo-Tavira.png?resize=1152%2C2048&amp;ssl=1 1152w, https:\/\/i0.wp.com\/portugalizar.com\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/O-Castelo-Tavira.png?resize=7%2C12&amp;ssl=1 7w, https:\/\/i0.wp.com\/portugalizar.com\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/O-Castelo-Tavira.png?w=1900&amp;ssl=1 1900w\" sizes=\"(max-width: 446px) 100vw, 446px\" \/><figcaption>Constru\u00eddo no s\u00e9culo IX, no cora\u00e7\u00e3o de Tavira contempor\u00e2nea.<br>\"O Castelo dos Mouros\", 2021<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Os invasores estrangeiros e os assaltantes da heran\u00e7a eram os mouros. Os mouros vinham do M\u00e9dio Oriente; aderiram ao Isl\u00e3o. Em 711 atravessaram para o que \u00e9 hoje a Espanha do norte de \u00c1frica. O j\u00e1 enfraquecido reino visigodo, que cobria grande parte da Espanha e Portugal contempor\u00e2neos, tornou-se o novo califado de Al'Andulus.<\/p>\n\n\n\n<p>Al'Andulus \u00e9 indiscutivelmente o auge absoluto da cultura europeia desde o s\u00e9culo VIII at\u00e9 ao s\u00e9culo XII. Matem\u00e1tica, medicina, astronomia, literatura, m\u00fasica, poesia, agricultura, artes decorativas, arquitectura, etc., tudo floresceu a salto e salto. Os historiadores europeus, centrados no norte da Europa crist\u00e3, definem este per\u00edodo como a Idade das Trevas. A luz brilhava brilhantemente em e de Al'Andulus.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m, o governo em Al'Andulus era de vanguarda e ecum\u00e9nico. Os mouros vieram instalar-se entre os locais, tal como os visigodos, romanos, celtas e todos os outros antes deles. Eles acrescentavam riqueza ao solo, n\u00e3o o substitu\u00edam.<\/p>\n\n\n\n<p>Os crist\u00e3os, judeus e pag\u00e3os eram livres de aderir \u00e0s suas culturas. Os mouros assimilavam o melhor de cada um. Talentosos e capazes n\u00e3o Mouros assumiram e ascenderam a lideran\u00e7a dentro do Califado.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o houve assimila\u00e7\u00e3o violenta e for\u00e7ada.  No entanto, n\u00e3o foi certamente f\u00e1cil ser um n\u00e3o-Moor. Novas igrejas, sinagogas ou templos n\u00e3o podiam ser constru\u00eddos. A cidadania de segunda classe era normativa. As oportunidades, os empregos, o acesso ao capital e a educa\u00e7\u00e3o eram severamente reduzidos. Com o passar do tempo, a popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o-mu\u00e7ulmana encolheu precipitadamente. Era mais f\u00e1cil ser mouro do que n\u00e3o o ser.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Terreno comum<\/h2>\n\n\n\n<p>Os mouros onde n\u00e3o eram reclusos e o resto da Europa n\u00e3o era est\u00fapido. Os conhecimentos m\u00e9dicos, cient\u00edficos e matem\u00e1ticos flu\u00edam livremente atrav\u00e9s das fronteiras e entre culturas. O com\u00e9rcio era extenso. A aprendizagem mourisca era transmitida para universidades n\u00e3o ib\u00e9ricas como Bolonha, Paris, Oxford e Vicenza. A partir dali, fez o seu caminho para o resto da Europa. Este interc\u00e2mbio fomentou um florescimento retardado, embora r\u00e1pido, da arte e ci\u00eancia medieval e renascentista tardia.<\/p>\n\n\n\n<p>De facto, houve um lugar e uma \u00e9poca em que estas vis\u00f5es do mundo totalmente d\u00edspares encontraram um terreno comum. Aqui trocavam ideias, arte, m\u00fasica, poesia, teoremas e f\u00f3rmulas, e muito mais. As diferen\u00e7as entre eles e entre eles eram importantes, mas o mesmo acontecia com o terreno comum que encontraram. A sede de conhecimento e a fome de beleza - o terreno comum - importava mais do que as diferen\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Mem\u00f3ria e Amn\u00e9sia<\/h2>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignright size-large is-resized\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/portugalizar.com\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Old-Gate.jpg?resize=384%2C1076&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-980\" width=\"384\" height=\"1076\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/portugalizar.com\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Old-Gate-scaled.jpg?resize=365%2C1024&amp;ssl=1 365w, https:\/\/i0.wp.com\/portugalizar.com\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Old-Gate-scaled.jpg?resize=107%2C300&amp;ssl=1 107w, https:\/\/i0.wp.com\/portugalizar.com\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Old-Gate-scaled.jpg?resize=4%2C12&amp;ssl=1 4w, https:\/\/i0.wp.com\/portugalizar.com\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Old-Gate-scaled.jpg?zoom=2&amp;resize=384%2C1076&amp;ssl=1 768w\" sizes=\"(max-width: 384px) 100vw, 384px\" \/><figcaption>\"The Old City Gate\", 2022<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Eventualmente, o reino Suevi de Gallaecia dividiu-se em dois. A sua parte sul tornou-se o condado de Portugal e eventualmente um reino. Os portugueses formaram-se em reis, \u00e9 claro. As partes norte e leste da Gallaecia transformaram-se no Reino das Ast\u00farias, a semente de uma futura Espanha.<\/p>\n\n\n\n<p>Principalmente nas Ast\u00farias, um mito, baseado em mem\u00f3ria parcial e fragmentada, cresce. Tamb\u00e9m floresce no interior do Portugal emergente. As pe\u00e7as desta mem\u00f3ria s\u00e3o da Roma antiga e da f\u00e9 crist\u00e3, que agora se combinam. O mito requer amn\u00e9sia.<\/p>\n\n\n\n<p>A mem\u00f3ria de que os romanos vieram como migrantes - embora com um ex\u00e9rcito - e se estabeleceram entre lusitanos, turdetanos e celtas deriva da consci\u00eancia. A realidade de que o cristianismo ariano coexistiu com as f\u00e9s pag\u00e3s, tanto ind\u00edgenas como romanas, assim como com o juda\u00edsmo, fica submersa. A mem\u00f3ria de livros cheios de conhecimentos m\u00e9dicos \u00e1rabes e isl\u00e2micos e de inova\u00e7\u00f5es matem\u00e1ticas deve ser refeita.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m a pr\u00f3pria linguagem em que este novo mito se comunica ser\u00e1 uma linguagem de amn\u00e9sia. O portugu\u00eas e o galego, como todas as l\u00ednguas, s\u00e3o assimila\u00e7\u00f5es de entre cada um dos povos que vieram e ficaram. S\u00e3o formados a partir de colonos pr\u00e9-hist\u00f3ricos como o Turdetani e tamb\u00e9m celtas, romanos e visigodos. S\u00e3o fortemente influenciados por vizinhos como os Mouros. Qualquer palavra portuguesa que comece com \"al\", como o Algarve e&nbsp;<em>alfarrobeira<\/em>&nbsp;s\u00e3o dos Mouros. H\u00e1 muitos desses dons lingu\u00edsticos dos Mouros.<\/p>\n\n\n<p class=\"fonts-plugin-block\" style=\"font-size: 28px\"><strong>Reconquista ou Conquista?<\/strong><\/p>\n\n\n<p>Mas para crescer e expandir - ou seja, para os seus novos reis reunirem fortunas maiores - Portugal precisa de uma nova hist\u00f3ria, um mito nacional. A hist\u00f3ria ser\u00e1 constru\u00edda sobre mem\u00f3ria selectiva e amn\u00e9sia colectiva. Ela exaltar\u00e1 a heran\u00e7a romana e assumir\u00e1 a sua preexist\u00eancia. O mito esquecer\u00e1 a coexist\u00eancia religiosa e perdoar\u00e1 a indiscri\u00e7\u00e3o herege. Recordar\u00e1 apenas a pureza crist\u00e3.<\/p>\n\n\n\n<p>Portugal e os v\u00e1rios reinos que um dia se tornar\u00e3o Espanha ir\u00e3o reconquistar. Retomar\u00e3o e libertar\u00e3o Al'Andulus com a mem\u00f3ria, o mito, da Roma crist\u00e3. A mem\u00f3ria de uma conquista isl\u00e2mica substitui uma migra\u00e7\u00e3o isl\u00e2mica que injectou uma nova vida numa migra\u00e7\u00e3o mais antiga e vacilante. Inventar\u00e3o uma reconquista que \u00e9 realmente uma conquista. A sua ser\u00e1 um empurr\u00e3o para fora e n\u00e3o uma assimula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta nova identidade m\u00edtica, fundamentada no cristianismo romano, crescer\u00e1 em hegemonia. Depois, quando dominam, h\u00e1 pouco espa\u00e7o para o outro; as diferen\u00e7as s\u00e3o afastadas e eventualmente afastadas. Os port\u00f5es fecham-se ent\u00e3o com for\u00e7a. Brutalmente, no final do s\u00e9culo XV, as popula\u00e7\u00f5es judaicas e mu\u00e7ulmanas do pa\u00eds s\u00e3o expulsas de uma vez por todas. Mesmo aqueles que se converteram para ficar s\u00e3o postos de lado como Novos Crist\u00e3os, ou seja, entre aqueles que n\u00e3o s\u00e3o nem isto nem aquilo. Um massacre por atacado dos Novos Crist\u00e3os de Lisboa ir\u00e1 ocorrer em 1506.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Aprender com os erros<\/h2>\n\n\n\n<p>Gosto de pensar que os Portugueses se conformaram com esta hist\u00f3ria de mem\u00f3rias fabricadas e amn\u00e9sia colectiva. O mito permitiu e deu poder a uma longa e destrutiva ditadura fundamentada numa hist\u00f3ria nacional falsa. Antes disso, encorajava um colonialismo voraz. E justificou um dos sistemas de escravatura mais cru\u00e9is e violentos que o mundo conheceu. Espero realmente que os portugueses tenham aprendido. O povo gentil, generoso e acolhedor que conheci faz-me querer pensar assim. <\/p>\n\n\n\n<p>Sou um observador atento; vejo vislumbres de esperan\u00e7a. Os africanos negros s\u00e3o aqui tratados com respeito, e os migrantes de todas as origens s\u00e3o bem-vindos. Os portugueses s\u00e3o capazes de olhar para al\u00e9m das diferen\u00e7as para ver as semelhan\u00e7as. Mas sei tamb\u00e9m que os ciganos s\u00e3o amplamente insultados. E considero preocupante a r\u00e1pida ascens\u00e3o do Partido Chega de extrema-direita. A sua plataforma \u00e9 uma lista de divis\u00f5es. \u00c9 anti-LGBTQ, anti-migrante, anti-Roma, anti-Europa, etc. A plataforma n\u00e3o representa nada porque se op\u00f5e a quase tudo.<\/p>\n\n\n\n<p>Mais preocupante para mim do que a ascens\u00e3o de Chega \u00e9 a falta de preocupa\u00e7\u00e3o causal dos meus amigos portugueses com a sua ascens\u00e3o. Isso em si pode ser uma amn\u00e9sia conveniente. Como \u00e9 que aconteceu a ditadura de Salazar? E a coloniza\u00e7\u00e3o? E a escravatura? Expuls\u00e1mos judeus e mouros em 1497, porqu\u00ea? Em 1506 massacr\u00e1mos milhares por causa de uma hist\u00f3ria inventada sobre a Roma crist\u00e3? Talvez isto seja demasiado duro. Mas acredito firmemente demais que n\u00f3s, humanos, somos tribais e um pouco pregui\u00e7osos demais.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A Muralha da Pedra<\/h2>\n\n\n\n<p>Mencionei num <strong><a href=\"https:\/\/portugalizar.com\/pt\/whispers-secrets-lies-and-murmurings\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">post anterior<\/a><\/strong> como acho dif\u00edcil manter a toler\u00e2ncia e a convic\u00e7\u00e3o pessoal em equil\u00edbrio com a tens\u00e3o e a conten\u00e7\u00e3o adequadas. Raramente me exagero no lado da toler\u00e2ncia; as minhas convic\u00e7\u00f5es pessoais deixam-me de cabe\u00e7a quente. O equil\u00edbrio e a conten\u00e7\u00e3o adequados exigem um esfor\u00e7o constante. Posso ser pregui\u00e7oso, evitando o trabalho necess\u00e1rio. A maioria dos animais humanos s\u00e3o como eu, ou seja, presos tanto na sua tribo como na sua pregui\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Sinto outra met\u00e1fora a aproximar-se?<\/p>\n\n\n\n<p>Tavira \u00e9 velha, antiga. Muitos dos seus edif\u00edcios t\u00eam s\u00e9culos de antiguidade. Todos eles s\u00e3o constru\u00eddos da mesma maneira. Quando e onde o estuque falha, ent\u00e3o a estrutura \u00e9 revelada. V\u00eaem-se pedras irregulares, de forma estranha, colocadas umas ao lado das outras, uma ap\u00f3s a outra. O denso solo vermelho portugu\u00eas - cheio de cal e barro - \u00e9 empilhado no topo. Depois, o pedreiro coloca outra camada de pedras, cada uma diferente, cada uma \u00fanica. O muro ergue-se cada vez mais alto.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignwide size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"950\" height=\"396\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/portugalizar.com\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/together-we-endure-1024x427.png?resize=950%2C396&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-971\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/portugalizar.com\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/together-we-endure.png?resize=1024%2C427&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/portugalizar.com\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/together-we-endure.png?resize=300%2C125&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/portugalizar.com\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/together-we-endure.png?resize=768%2C320&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/portugalizar.com\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/together-we-endure.png?resize=1536%2C641&amp;ssl=1 1536w, https:\/\/i0.wp.com\/portugalizar.com\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/together-we-endure.png?resize=2048%2C854&amp;ssl=1 2048w, https:\/\/i0.wp.com\/portugalizar.com\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/together-we-endure.png?resize=18%2C8&amp;ssl=1 18w, https:\/\/i0.wp.com\/portugalizar.com\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/together-we-endure.png?resize=2000%2C834&amp;ssl=1 2000w, https:\/\/i0.wp.com\/portugalizar.com\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/together-we-endure.png?w=1900&amp;ssl=1 1900w, https:\/\/i0.wp.com\/portugalizar.com\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/together-we-endure.png?w=2850&amp;ssl=1 2850w\" sizes=\"(max-width: 950px) 100vw, 950px\" \/><figcaption>\"juntos suportamos\", 2021<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Cada pedra, diferente de todas as outras, encaixa nas diferen\u00e7as das pedras ao seu lado, bem como acima e abaixo. O que d\u00e1 \u00e0 parede a sua for\u00e7a, a sua capacidade de resistir durante s\u00e9culos, \u00e9 a tens\u00e3o criada pelas diferen\u00e7as entre as pedras. Uma inclina-se para ou sobre outra e aplica press\u00e3o; resiste mas tamb\u00e9m adere.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, sim, as diferen\u00e7as entre as pedras s\u00e3o a for\u00e7a da parede, pelo menos parte dela. A terra - o solo portugu\u00eas - tamb\u00e9m o \u00e9. Preenche espa\u00e7os onde as diferen\u00e7as podem ser demasiado grandes. A terra une as pedras umas contra as outras. Ou seja, a terra une as pedras, n\u00e3o as separando como argamassa.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Juntos Endurecemos<\/h2>\n\n\n\n<p>Agora considere isto tamb\u00e9m. As pedras foram todas arrancadas da terra, separadamente. A terra \u00e9 o seu come\u00e7o, a comunidade ou a comunidade comum que partilham. Na parede as pedras est\u00e3o reunidas, ainda separadas, todas \u00fanicas e todas diferentes. Elas s\u00e3o mantidas juntas pelas suas diferen\u00e7as e pelas tens\u00f5es que estas diferen\u00e7as criam. Mas a terra, o seu terreno comum, liga-as tamb\u00e9m.<\/p>\n\n\n\n<p>Um muro n\u00e3o pode manter-se de p\u00e9 e certamente n\u00e3o pode suportar durante s\u00e9culos sem as diferen\u00e7as entre as pedras individuais e a terra vermelha entre elas. N\u00f3s n\u00e3o somos diferentes. As nossas diferen\u00e7as e a nossa comumidade partilhada \u00e9 o que nos torna fortes, e o que nos permitir\u00e1 resistir. Penso que manter a tens\u00e3o entre estas - entre toler\u00e2ncia e convic\u00e7\u00e3o pessoal - \u00e9 o desafio dos nossos dias.<\/p>\n\n\n\n<p><em>T\u00eam um bom fim-de-semana! At\u00e9 quinta!<\/em> \/\/ Tenha um bom fim-de-semana! Voltaremos a ver-nos na pr\u00f3xima quinta-feira!<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As nossas hist\u00f3rias pessoais e colectivas s\u00e3o importantes. Elas d\u00e3o forma e significado \u00e0s nossas vidas. 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Leia mais...<\/p>","protected":false},"author":1,"featured_media":1290,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"nf_dc_page":"","om_disable_all_campaigns":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_themeisle_gutenberg_block_has_review":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-1032","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-history"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.4 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Great Memory but Better Amnesia: Islam and Christianity in Portugal - PORTUGALIZAR<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/portugalizar.com\/pt\/great-memory-but-better-amnesia-islam-and-christianity-in-portugal\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_PT\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Great Memory but Better Amnesia: Islam and Christianity in Portugal - PORTUGALIZAR\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Our personal and collective stories are important. 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